Escrever... faz tempo que venho tendo e adiando essa idéia. Pra que, por quê? Não sei. Só sei que tenho pensado nisso. Como se fosse a ordem natural dos tempos. Tempos de agora. Pode ser porque tenho andado meio só. Não a solidão absoluta, mas aquela que realmente importa. Se nem com amigos conversamos mais hoje em dia. Falar por falar. Falar pra si, pra ninguém. Deixar as palavras fluírem. Colocar alguma ordem imediata. Uma frase após a outra e só. Sem um corpo principal. Sem pensar em nada e sem voltar pra corrigir o que saiu errado. Tinha pensado em um diário. Veio dessa necessidade de escrever. Pensei na desculpa que seria para colocar o português em dia, pois ando me esquecendo até como se escreve. Depois achei que seria legal pra pensar no que aconteceu de positivo em cada dia, pois também me esqueço das coisas que acontecem de legal. Das coisas chatas também, mas essas não quero mesmo me lembrar. Pensei que seria interessante ler daqui algum tempo e tenho certeza que vou me ver como um terceiro. Já terei me esquecido de quase tudo, mas vou relembrar e sentir novamente tudo de bom que passou. Mas é preciso também encontrar coisas boas novas, senão vivemos do passado.
Acho que vou adotar algo dessa idéia de escrever todos os dias. (mentira romântica). Bom, pelo menos de vez em sempre vou tomar uma taça de vinho e escrever essas divagações. Ao menos é algo novo que faço.
Estou sempre fazendo algo novo... Sempre procurando satisfação em algo. Um esporte novo, um hobby... Nem sempre encontro. Tenho me procurado em tanto lugar... Já desci cachoeira, rodei trocentos kms de bike, de moto, à pé. Já dei soco, chute, levantei peso, gritei, cantei, encenei. Já passei as tal portas da percepção que o Jim falou. Já fui na igreja, no centro e sei lá mais onde e não digo que não me encontrei ou não encontrei nada. Pelo contrário. Estou sempre encontrando algo. Sempre juntando uma pecinha aqui, outra ali. Talvês mais me construindo que me encontrando. Acho que essa é a grande verdade. A gente se faz, não se encontra.
As vezes a gente se olha e não se reconhece. Que cara é esse? Que sapato é esse que parece não ter nada a ver comigo? Ah, foi presente do meu pai. Um belo sapato!
Se a gente se olha e não se vê, é porque temos de nos construir. Pode acontecer de você ficar um tempo adormecido e se esquecer quem é. Não saber mais. Devo estar num destes hiatos. Por isso tenho buscado. Por isso escrevo. Não que eu esteja atrás de questões filosóficas como quem sou eu? Pra onde vamos?... Estou mais na questão rollingstondiana de obter satisfação. Não que eu não tenha nunca, mas sim por querer sempre mais. Yes, I get satisfaction, but I whant more.
quinta-feira, 9 de junho de 2011
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