Uma vida de repressão. Uma represa contida à todo custo por tanto tempo. E de repente ela quer romper. Não se sabe mais por que ou por quem. Mas é muito. E vc se pega ouvindo Placebo ou Muse e sente tudo aquilo querendo explodir. Todo aquele sentimento que não sabe a direção ou o motivo. Mas sabe que é muito intenso. Você não sabe do que se trata a letra mas tem certeza que ela grita aquilo que você quer gritar. Aquilo que nem sabe o que é. Algo que vai fermentando desde a introdução e explode no refrão. Algo sem direção mas que resume tudo ao mesmo tempo. Tudo o que você não disse a vida toda. Tudo o que você não respondeu e não revidou. Tudo o que você calou. E você grita palavras em inglês sem saber o sentido dizendo exatamente o que você sente sem saber o que é, mas que está hà tanto tempo entalado. É uma carga emocional que fica latente e que só essas músicas conseguem resgatar tão intactas e tão inatas. De repente você se entrega totalmente em uma música e você coloca toda a sua vida nela. E a perna treme, e a alma se escoa em sua voz, e tudo o que você canta e ouve é sentimento. Um sentimento intenso perdido e resgatado nesse instante.
Na vida cotidiana não há tempo para sentimentos. Só há tempo para os afazeres urgentes do dia-a-dia. Tudo isso transborda numa simples canção ao lado de completos desconhecidos num lugar tão inusitado como São Tomé. E a pernas tremem desesperadas. O corpo todo treme ao sentir que todo o sentimento de uma vida se esvai em uma letra de uma música. Sua perna treme porquê você percebe que nunca foi tão sincero, nunca foi tão intenso e sua voz nunca soou tão bem em toda a sua vida... Under blue moon I saw you...
quarta-feira, 26 de maio de 2010
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